Human-Robotics-Collaboration - cyber-physical components

COLABORAÇÃO HUMANO-ROBÔ: O QUE VOCÊ PRECISA SABER?

A transformação digital atribui papéis essenciais à robótica e a automação. A colaboração entre homem e robô (CHR) é a palavra-chave: pessoas e máquinas já não trabalham lado a lado, mas ativamente entre si. Contrariamente à crença popular de que a automação substituirá as pessoas no longo prazo, os robôs apoiam as pessoas em processos laborais monótonos e estressantes. Os processos de trabalho ergonomicamente desfavoráveis, bem como cargas muito pesadas, são realizadas com eficiência por máquinas e, portanto, protegem a saúde dos colaboradores.

Para determinados processos, as soluções automatizadas são mais econômicas que o uso de pessoas. Porém, as linhas de produção e os armazéns não estarão desertos no futuro: homem e máquina serão parceiros importantes e complementares. Eles trabalharão juntos em redes e se comunicarão entre si - mas os humanos sempre permanecerão no controle em última instancia. Afinal, todo sistema automatizado continua sendo um sistema homem-máquina porque, quanto mais avançado for um sistema, mais importante será o homem como instância de comando e controle.

Enquanto as máquinas e os robôs trabalham com precisão incondicional, velocidade, confiabilidade e perseverança, as pessoas tem características impressionantes e inigualáveis. Entre elas estão cognição, sensibilidade, flexibilidade, percepção holística e, especialmente, a capacidade de realizar julgamentos.

A interação entre o homem e a tecnologia na produção e na logística está ganhando uma importância considerável no contexto da indústria 4.0. Assim, os componentes automatizados em todo o processo de produção operam cada vez mais em redes corporativas internacionais, e são parcialmente autônomos.

Acima de tudo, as empresas da indústria automotiva já estão bem avançadas em relação a essa fase de desenvolvimento, bem como no uso de robôs estacionários e sistemas de transporte autônomos (AGVs). Também na intralogística, há uma tendência clara no sentido do avanço da automação e, o uso da tecnologia robótica, assumirá em breve proporções semelhantes às da indústria automotiva.

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Os desafios da colaboração entre homem e máquina estão, acima de tudo, nas condições de segurança no mesmo espaço de trabalho. É claro que o objetivo principal é a exclusão de qualquer possibilidade de lesão aos funcionários. Para garantir essa premissa, é necessário prever de forma precisa todas as possibilidades de movimento humano. Para isso, e decisivo, acima de tudo, calcular as sequências de movimentos prováveis dos seres humanos e sua detecção exata no raio de ação, bem como o reconhecimento confiável de movimentos e ações críticas para a segurança. No que se refere a segurança, o homem ainda e considerado o maior fator de risco na CHR. Os robôs devem, portanto, ser capazes de reconhecer as intenções dos movimentos iniciais do homem.

Além dos aspectos de segurança, as questões sobre comunicação e intercâmbio de dados também desempenham um papel importante. O foco, neste caso, e a integração e a operabilidade mais simples possível dos sistemas de robôs e a capacidade de programá-los e mantê-los com pessoal próprio.

A CHR aplicada, ou seja, a cooperação entre homem e máquina sem uma zona de proteção, ainda está em seu início, mas será, sem dúvida, o tema predominante das futuras plantas de produção e logística. O desenvolvimento constante e continuo de uma CHR eficaz abre um enorme potencial para a indústria e a logística.


“A interação perfeita entre componentes ciberfísicos como sensores e robôs, de acordo com os requisitos do cliente e do processo, é fundamental para a introdução da colaboração homem e robô na produção e na logística”.

 

Prof. Klaus-Dieter Thoben,

Chefe do BIBA - Instituto de Produção e Logística de Bremen

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